Gripe pandémica - Planos de contingência e inovação - 12 Princípios de boas práticas

Um plano de contingência não é simplesmente um documento.
Um plano de contingência é um veículo de comunicação e concertação para que cada um saiba qual é a sua função na organização perante situações concretas.
Podem identificar-se 12 princípios fundamentais para elaborar planos de contingência e inovação face à gripe pandémica.

1. Não inventa o que já se sabe: Alinha-se pelas orientações nacionais em matéria de Saúde Pública (microsite da gripe, em www.dgs.pt).

2. É específico de cada organização: parte sempre de um bom diagnóstico das especificidades da organização.

3. É simples: sintetiza o essencial para poder ser facilmente partilhado por todos (anexos técnicos para os detalhes).

4. É muito mais do que um documento: é um veículo para o envolvimento de toda a organização na preparação para a epidemia de gripe, um instrumento para uma clara distribuição das tarefas previstas para todos os colaboradores, um meio para calibrar e partilhar “expectativas inteligentes” sobre os resultados da sua aplicação.

5. Define expectativas inteligentes a partir dos seus objectivos: não é possível evitar a pandemia e alguns dos seus efeitos, mas é possível (i) dificultar a transmissão da doença; (ii) contribuir para um diagnóstico, isolamento e tratamento precoce dos doentes; (iii) promover a protecção dos sãos, principalmente os mais vulneráveis; (iv) assegurar a continuidade das principais funções da organização.

6. Realiza os seus objectivos inovando sempre que possível: a necessidade de responder à crise pandémica pode ser um estímulo para inovar processos, procedimentos, serviços e produtos.

7. Explicita as circunstâncias em que se activam as medidas do plano de contingência: estabelece claramente indicadores concretos para a activação de cada uma das medidas do plano de contingência.

8. Centra-se numa estratégia de informação e comunicação: esta atravessa horizontalmente todos os objectivos de plano de contingência e inovação.

9. Define claramente um dispositivo de gestão: identifica as pessoas que o gerem, o modo como se relacionam com a administração da organização, com as autoridades de saúde, ou outras entidades relevantes para o caso particular de cada organização.

10. Articula-se com os PCIs de organizações que partilham interesses comuns: uma epidemia envolve o conjunto da comunidade – é importante que todos assumam igualmente a “responsabilidade social” que lhes corresponda.

11. Plano por ensaiar não é plano: é necessário testar todos os seus aspectos operacionais, a tempo de serem accionados quando necessário, e ajustar o PCI de acordo com os resultados desses ensaios.

12: É actualizado regularmente: dessa forma incorpora-se atempadamente o novo conhecimento que entretanto se tornou disponível, assim como as alterações nas orientações das autoridades sanitárias entretanto verificadas.